VILA CHÃ DE BRACIOSA

Description

Description

Povoada desde tempos ancestrais, como o comprova a existência de um castro na área da freguesia, é uma terra de tradições, detentora de uma arquitectura típica, caracterizada pela construção granítica. Preserva o característico falar Mirandês que assim designa o nome da sua terra por “Bila Chana”.

Fonte de Aldeia é uma pequena povoação cujo povoado terá nascido do castro romano acima referido, que existiu no Monte da Trindade e do qual quase não restam vestígios. Segundo o filólogo Leite de Vasconcelos (1858-1941), o documento mais antigo, onde é referido o nome de Fonte de Aldeia, encontra-se na Torre do Tombo, no livro Vl dos contratos, fls. 74-v. (D. João lll, 1528).
Outrora existiu uma confraria das almas bastante rica e extensa, em Fonte de Aldeia, que até possuía irmandades do vizinho reino de Leão. Cada irmão desta Confraria oferecia uma quantia pré-determinada de cereal que era depositado numa tulha (que ainda hoje existe), e que mais tarde, devido à escassez, servia de empréstimo à Quarta (25%), às famílias que o solicitavam. Além das doze missas anuais, em sufrágio das almas dos irmãos defuntos, (que ainda hoje se mantêm), fazia-se também um oficio, com grande número de sacerdotes.

Carlos Alves, juiz conselheiro foi uma das figuras ilustres desta freguesia.

Diogo de Teive (1514-1565) escritor português quinhentista, foi uma das personalidades que marcou a História de Vila Chã de Braciosa, em virtude de ter sido abade da mesma. Esteve ligado ao círculo de humanistas do reinado de D. João lll. Aos doze anos iniciou uma longa carreira de aprendizagem fora de Portugal, tendo estudado em Paris, no Colégio de Santa Bárbara, até 1532. Prosseguiu estudando Direito na Universidade de Salamanca, daí seguindo para Toulouse. A convite do Humanista André de Gouveia leccionou Humanidades, no Colégio de Guiena, em Bordéus, por mais de uma ocasião. Com André de Gouveia colaborou no recrutamento de docentes para o Colégio das Artes que o rei D. João lll fundou em Coimbra, onde, de 1547 em diante, foi professor. Ao fim de três anos foi preso, pela inquisição, por suspeita de simpatia, pelo protestantismo. O Santo Ofício condenou-o e obrigou-o a duras penitências, de que só se viu livre por intervenção do Cardeal D. Henrique. Retirou-se, então, para Braga, terra de onde era natural e enveredou pela carreira eclesiástica. No entanto, o seu prestígio intelectual fez com que fosse novamente chamado ao Colégio das Artes, chegando a ser principal em 1555, altura em que a escola foi entregue aos jesuítas.

Ficou famoso como orador e, enquanto  escritor, debruçou-se sobre inúmeros géneros literários. Escrevendo sobretudo em latim, foi historiador, pedagogo, autor de obras dramáticas e um poeta que cultivou variados estilos. Das suas obras destacam-se: commentarius de Redus a Lusitanis in Índia Apud Dium Gestis (1548), Opuscula Aliquot Salamanticae (1558, incluindo Ioannes Princeps Tragoedia) e Epodon Sive lambicorum Carminum Libri Três (1565).

Zé pequeno, já falecido, era uma das personagens típicas da freguesia e um símbolo de Fonte de Aldeia.

São Cristóvão é o Padroeiro de Vila Chã de Braciosa. Conta-se que nasceu na Palestina, no século lll, filho do rei de Canãa, recebeu o nome de Ofero, tendo crescido no meio pagão. Devido à sua altura e força, entregou-se ao serviço militar.Na esperança de prestar os seus serviços ao senhor mais poderoso do Mundo, serviu inúmeros reis, incluindo, segundo diz Satanás, mas ao ver que o demónio tremia à simples visão da cruz, decidiu viajar, pelo mundo fora, em busca de Cristo. Numa das suas viagens, encontrou um eremita que lhe contou a história de Jesus. Foi, então, que Ofero se converteu, baptizou-se e decidiu dedicar a vida ao transporte dos viajantes que necessitassem atravessar um rio com forte caudal.

Certo dia chegou até ele um menino, pedindo-lhe que o transportasse para a outra margem do Rio. No começo da trajectória, o menino pesava como uma palha nos seus ombros, porém, à medida que ia avançando no rio, tornava-se, cada vez mais, pesado e Ofero estranhando aquele peso, comentou: “Parece que estou a carregar o mundo inteiro”. Sorridente o menino disse: “Estás a carregar muito mais que o mundo inteiro, estás a transportar o senhor do mundo”. Só depois Ofero reconheceu o pequeno viajante, foi Jesus que mandou cravar na terra o cajado, no qual se apoiava. No dia seguinte, o cajado tinha-se transformado numa palmeira. A partir daquele dia, Ofero mudou o seu nome para Cristóvão, que, em grego, significa “aquele que carrega Cristo” e continuou a fazer o mesmo serviço, de graça, espalhando o nome e a palavra de Jesus Cristo. Por esse motivo, São Cristóvão é representado com uma criança ao colo (o menino Jesus), com uma bola na mão que simboliza o mundo.

Este Santo teve Culto litúrgico desde o século V, na Igreja do Oriente e de Roma. No ano 450, recebeu uma igreja em sua honra na Calcedónia.

Retirado do calendário católico em 1969, São Cristóvão continua a ser venerado em todo o mundo como protector dos viajantes e motoristas. Muitos conventos, paróquias e até irmandades têm o seu nome. Apesar de toda esta popularidade, pouco se sabe sobre a sua vida depois do episódio aqui relatado. Pensa-se que tenha sido crucificado pelo Imperador Décio no ano 250 DC.

Contact

Contact
  • Category
    Freguesias
  • Location
    No Location

Location

VILA CHÃ DE BRACIOSA

Contact

VILA CHÃ DE BRACIOSA
  • By webdouro
  • Email: comercial@webdouro.com

Events

VILA CHÃ DE BRACIOSA
No Eventos Found

Ratings

VILA CHÃ DE BRACIOSA

Avaliações do Local

0

0 Total
Por favor dê-nos a sua opinião quanto ao local, juntos podemos melhorar.
Obrigado
Serviço
0.0%
Localização
0.0%
Qualidade
0.0%
Gastronomia
0.0%